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Yves J

Criado em 9 de Janeiro de 2009

Yves J. Albuquerque é produtor e Game Designer da Kranio Studios.

Desenvolvedor, formado em Multimídia para Jogos Digitais e estudante assíduo da ludicidade. Orgulha-se em ser jogador desde os tempos mais ermos quando tinha que colocar o disquete flexível de 5/4 para jogar Gatrol em seu XT de tela de fósforo verde ou Pong em seu Tele-jogo ligado a uma antiga televisão com seletor para até 13 canais.

Mestre de RPG e fã incondicional de tudo que é fantástico, estranho, bizarro e surreal. Destaca-se como incentivador da indústria nacional de Jogos Eletrónicos. É combatente voraz contra o modelo educacional de instrução não participativa e entende que os jogos, como qualquer mídia, devem poder fazer uso de sua liberdade de expressão a fim de proporcionar uma experiência mais interessante ao jogador.

Você pode seguí-lo no Twitter em www.twitter.com/YvesAlbuquerque

Os Games e as Redes Sociais: um novo fenômeno.

postado por Yves J

| 7 de Novembro de 2009


Yves mostra como dois fenômenos tem conversado entre si: os games e o mundo das redes sociais. Imperdível!

 

Civilization é uma franquia em constante evolução há mais de 20 anos e talvez um dos Designs de jogo mais trabalhados até hoje. Ainda é um grande mistério sobre quais adaptações Sid Meier pensou para o novo jogo da série, mas esse tipo de informação você vai ler em qualquer canto da internet. Meu objetivo aqui não é tratar do Civilization, mas do meio escolhido para sua nova publicação. Essa coluna é sobre Facebook.

 

De tempos em tempos os manda-chuvas da indústria têm tido uma visão em comum e apontam para o “futuro dos games”. A última destas visões parece apontar para jogos integrados a redes sociais a exemplo de Mafia Wars, Farmville e demais jogos da Zynga, empresa top neste mercado.

 

Aqui pelo Brasil, a Ubisoft recentemente anunciou que procura desenvolvedores para estas plataformas, o que me parece ser uma excelente opção para desenvolvedores iniciantes. O portal de jogos da Ubisoft no Facebook é o Ubifriends, mas que até o presente momento, conta apenas com o jogo TickTock.

 

Os números justificam: Com mais de 130 milhões de jogadores mensais e mais de 50 milhões de jogadores ativos diariamente, o crescimento da Zynga é, atualmente, um dos maiores senão o maior da Internet.  Para termos uma noção destes números basta dizer que o número de pessoas jogando Farmville, em alguns meses, é maior que a população do Canadá e que o número de rodadas de poker em Zynga Poker é quase 15 vezes maior que o número de Las Vegas.

 

A tecnologia para desenvolver para uma dessas redes sociais não é tão estranha ao desenvolvedor web. Para quem não entende lhufas de desenvolvimento vou tentar explicar assim: a única extravagância para o desenvolvimento de aplicativos para essas redes sociais fica por conta da API (Application Programming Interface) de cada rede social. Essa tal API é o conjunto de códigos que vamos usar para que haja comunicação com a plataforma.

 

O que realmente me interessa nisso tudo é a integração entre rede social e a mecânica do jogo. Pensar em um jogo que permita a interação de milhares de pessoas é sempre tecnologicamente complicado, mas pensar em um Design que acomode, por exemplo, o jogo a ser jogado em tempos esparsos, em que o compromisso do jogador é variável e que, ainda sim, deva seduzi-lo a começar a jogar e a continuar jogando... Bom... Isso sim é um desafio.

 

Um pensamento comum a esta mídia é o de prover meios in game para que o jogador expanda sua rede social, este tipo de bonificação extrapola o círculo mágico do jogo tornando-o transitivo ao contexto do real percebido e, com isso, intensificando o significado da experiência do jogar.

 

Não busquei falar sobre Redes Sociais nos campos sociológicos ou antropológicos desta vez. Poderia gastar uma infinidade de linhas falando sobre aceitação social, sentir-se parte de um grupo e coisas assim, mas levantarei essas questões para os leitores pois, como usuários destas redes, devem estar mais que gabaritados para emitirem suas opiniões. Então terminarei esta coluna com a pergunta: o que os levou ou levaria a jogar estes jogos em redes sociais?

Comentários

Vivi Werneck

disse:


25 de Dezembro de 2009 às 11:25

Particularmente, não jogo nenhum desses games em redes sociais ou mesmo games online. Primeiro porque sou uma single player convicta e segundo porque esse tipo de jogo, como exemplo uma tal praga virtual chamada Mafia Wars no Facebook demanda uma constante visita ao site (o que é ótimo para eles, é claro), coisa que não tenho tempo e nem disposição para fazer. É também óbvio que a capacidade que esses "mini-jogos" têm de prender o jogador é incrivelmente lucrativa, o que faz das redes sociais uma verdadeira mina de ouro sob o ponto de vista de um anunciante, por exemplo.
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