Arthur Protasio
Criado em 16 de Março de 2009
Certa vez definido como "Entusiasta e defensor da liberdade de expressão nos jogos eletrônicos.
Narratologista e especialista em ludocultura. O bardo das novas mídias e dos novos tempos.", Arthur
é graduando em Direito pela PUC-RJ com Domínio Adicional em Mídias Digitais. Apesar do seu
"estigma" jurídico, ele é escritor e "game designer". Acredita no potencial da narrativa e na
expressão cultural que jogos representam e manifesta sua arte e opinião em seu blog, o Vagrant
Bard.
Você pode seguí-lo no Twitter em www.twitter.com/arthurprotasio
A voz da Narrativa
postado por Arthur Protasio
| 19 de Abril de 2009
Em sua segunda coluna, Arthur Protasio mostra o valor de uma história bem contada! Senta, que lá vem história!
Não é mistério que a narrativa nos games se tornou mais elaborada de anos atrás para cá. Não significa dizer que narrativas complexas são uma novidade, mas que a atenção dada a elas tem aumentado e a quantidade de jogos preocupados com a mesma também. Não mais são apenas os RPGs associados com a ideia de uma boa história ou experiência. Ocorre que apesar de todo esse quadro, ainda se acredita que a narrativa nos jogos eletrônicos tem muito o que aprender.
É dito que os jogos eletrônicos, por representarem uma mídia recente, copiam outras, como o cinema. Alguns alegam que essa similaridade é positiva, pois permite que os jogadores vivenciem a ação no melhor estilo hollywoodiano. Outros, como Jonathan Blow (criador de Braid), afirmam que o forte dos jogos digitais é a interação e, se a mesma for suprimida em favor de uma história (que já não é boa), teremos o equivalente a filmes ruins.
Como "game designer", eu entendo perfeitamente a desnecessidade de história
A experiência coloca o jogador imerso em um cenário, não importa o quão surreal ou simplório for. Call of Duty 4 é um jogo que realiza isso. Uma campanha curta (em comparação com outros jogos no mercado) que conta uma história de guerra atual nada muito distante do que qualquer outro filme americano faria. O diferencial, no entanto, está na experiência. O fato de fazer parte de todas aquelas vitórias e tragédias como integrante, não apenas como espectador, dá um novo sentido à mais simples das tramas. Seja infiltrando uma cidade abadonada como um atirador de elite, fugindo de um navio prestes a afundar ou atirando os canhões de um avião, a sua perspectiva é totalmente diferente porque a jogabilidade conta histórias e a histórias faz parte da jogabilidade. Essa é, contudo, a minha opinião. Vejamos o que outros tem a dizer.
Em fevereiro de
No dia 25 de março, na Game Developers Choice Awards - o verdadeiro Oscar dos games, de desenvolvedores para desenvolvedores - dentre os finalistas Far Cry 2, Braid, Fallout 3, GTA4 e MGS4, Fallout 3 foi premiado. É difícil traçar um paralelo de critério com a premiação dos roteiristas porque apenas Fallout 3 - que por sinal também ganhou o prêmio de "melhor escrita" - está presente nos dois e significaria dizer que Force Unleashed não mereceu destaque para a GDCA. Seria essa discordância em função da busca por um jogo que promova maior interação entre jogabilidade e narrativa? Ou seria apenas em razão de um incentivo a novas franquias e histórias características da mídia dos jogos digitais? Braid foi considerado para muitos um dos melhores exemplos de jogos "artísticos" dos últimos tempos. Enquanto eu concordo que a narrativa é original e a mesma é intrínseca à jogabilidade - com destaque para o final -, acho que o jogo pecou em seus enigmáticos textos.
Seria então um retrocesso elogiar o Force Unleashed? KOTOR também fazia parte do universo Star Wars e foi considerado uma obra prima. Ao mesmo tempo, será que elogiamos exemplos como Braid e Flower porque eles se propõe a criar uma experiência autêntica, ao passo que nos esquecemos do valor do arco narrativo clássico? Até que ponto as histórias dos jogos são criadas para trazerem novos jogadores e até que ponto se contentam em manter um pequeno nicho? Até onde a voz da narrativa nos jogos é uma adaptação de outras mídias e até que ponto ela é única?
Rosscero
disse:
21 de Maio de 2009 às 18:25
putz, cliquei errado... continuandoRosscero
disse:
21 de Maio de 2009 às 18:22
Sem dúvida um jogo com um roteiro bem feito, que faça o gamer realmente se interessar e se sentir
Tenente.Didier
disse:
21 de Maio de 2009 às 00:26
Ae rappa muito bom!!!!!!Para comentar é necessário estar logado.

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