Conversamos com o idealizador do blog "First Stage".
Em mais uma entrevista da série Blogando o Brasil dos Games, apesar de já termos ido no longe no contador de entrevistas, hoje voltamos ao "First Stage".
Explico: conversamos com César Martins, uma das mais falantes mentes dos gameblogs do país e criador do First Stage, blog onde ele comenta, em textos claros e objetivos, sobre os mais diversos acontecimentos do mundo gamer, faz análises diferenciadas e fala sobre o mercado nacional.
Aliás, este foi apenas um pedaço do caminho que percorremos em nosso bate-papo, que falou sobre o início do blog, seu nome, as iniciativas brasileiras no mercado de games, entre outras coisas mais.
O que você está esperando? Desça a página e confira a entrevista!

ET-Phone-Home... Ops, César Martins, do blog First Stage.
EArenaGames: César, inicialmente, agradeço pela atenção dispensada à esta entrevista.
O nome do seu blog, First Stage, dá espaço para uma série de perguntas temáticas. Queria saber qual foi seu primeiro videogame e com quantos anos foi este contato.
César Martins: Eu é que agradeço pela oportunidade da entrevista.
Meu primeiro videogame foi um Atari 2600, em 1993 - se não me engano - quando eu tinha cinco anos. Nessa época o Super NES já estava estourando e todo moleque da minha idade queria um. Tive que me contentar a jogar “Frog”. Foi uma ótima experiência que me deu muitas horas de diversão tentando fazer o sapo atravessar a rua.
EArenaGames: Bom, se fizermos as contas, são nada menos que 16 anos de jogatinas. Se fosse fazer uma lista dos games que mais lhe marcaram nessa história, qual seria o primeiro? E dos recentes, quem ocupa o topo da lista?
César Martins: Digo sem pensar duas vezes que o game que mais marcou minha vida gamer foi “Killer Instinct”, apesar de não ser o meu game favorito. “KI” tinha alguma coisa que não me deixava parar de jogá-lo e talvez uns 30% da vida do meu SNES foi com este cartucho acoplado. Dos mais recentes, estou muito envolvido com “Dragon Quest IV” para Nintendo DS. Nunca havia jogado o game original e agora vejo o que perdi.
EArenaGames: Bom, saindo dos "primeiros estágios" da sua vida gamer para hoje em dia: conte para nossos leitores o que você faz, estuda, onde mora, o que gosta de jogar...
César Martins: Trabalho numa empresa de venda de caminhões e faço o quarto semestre da faculdade de jornalismo. Moro
Mas não dispenso um bom FPS para dar alguns Headshots.
EArenaGames: César, e como veio a vontade de sair de trás dos controllers e sentar em frente ao teclado para escrever sobre games, no First Stage?
César Martins: Eu sempre gostei de escrever, mesmo antes de pensar em fazer jornalismo, mas só escrevia bobagens nos vários blogs pessoais que já tive. Quando comecei a tomar gosto por escrever para informar ou entreter outras pessoas, percebi que precisava de um espaço onde eu pudesse fazer isso. Então criei o First Stage, onde escrevo sobre o que mais gosto dentro do meu assunto preferido, os games.
Escrever lá tem sido ótimo até agora. Posso falar sem restrições e escolher o tema que quiser para discutir. É demais!
EArenaGames: César e o nome, por que "First Stage"?
César Martins: Falando sério? Esse nome me veio à cabeça quando o WordPress rejeitou todas as minhas outras opções. Absolutamente todas. Parei, pensei por um tempo. Iria colocar "Primeira Fase", mas achei a palavra "primeira" muito longa. Decidi por colocar em inglês. Por sorte, o WP não rejeitou.
EArenaGames: E cai bem, não?
César Martins: Muito bem! Agora eu estou meio que moldando o que escrevo no blog por conta do nome. Dá até mais idéias para posts.
EArenaGames: Além disso, o que mais lhe influencia no processo de escrita?
César Martins: Minhas próprias experiências com os games. Tento escrever o que acontece comigo porque em grande parte dos casos também acontecem com o leitor, afinal ele é um gamer como eu, que joga os games que eu jogo. Também gosto de usar como tema a indústria nacional. Cheguei a fazer entrevistas com dubladores e desenvolvedores. É um bom tema, que poucos veículos abordam, o que eu acho uma tremenda falta.
EArenaGames: O que falta, na sua opinião, para termos uma indústria nacional mais expressiva, no que se refere à vendagem e ao desenvolvimento?
César Martins: Quanto às vendas, o óbvio, fim da pirataria. Reconheço que sem ela teríamos bem menos gamers no nosso país, o que poderia afetar até afetar o trabalho de alguns profissionais como os próprios jornalistas especializados. Se menos gente joga, menos gente quer informação sobre jogos. Redução de impostos e conscientizarão dos consumidores para que dispensem o produto pirata também é necessário, mas acho que é secundário. Com a realidade do nosso país, não dá para condenar quem prefere pagar R$ 10,00 num jogo e não R$ 200,00.
Quanto ao desenvolvimento, acho que falta um maior apoio às empresas. Sem orçamento e sem a tecnologia necessária, não se vai a lugar nenhum. Depois disso poderíamos começar a pensar em ver games brasileiros competindo no mercado internacional de igual para igual.
Mas temos que ir por partes, passando por cada etapa. Devagar a gente chega lá.
EArenaGames: Falando de mercado nacional, que jogos e/ou iniciativas vocês destacaria positivamente? E negativamente, algum?
César Martins: O Zeebo é uma grande iniciativa da TecToy. Tem uma tecnologia relativamente ultrapassada, mas traz a possibilidade real de o gamer brasileiro largar a pirataria com o seu sistema de downloads de games. Preço dos jogos acessível e acesso totalmente gratuito à rede 3G, já é um bom começo.
Negativamente, não sei. Acho que qualquer iniciativa que tenha o intuito de fazer o mercado nacional crescer é totalmente válida, por menor que seja. O que precisamos é de gente que realmente queira ver um mercado evoluído, que deixe de apenas reclamar e passe a agir com o que tem.
EArenaGames: Você comentou sobre o Zeebo. Acha que a anunciada chegada a Sony ao mercado brasileiro pode atrapalhar os planos do console? E em relação ao mercado, poderá ajudar no combate a estes altos impostos praticados?
César Martins: Acho que a Sony oficialmente por aqui, não atrapalha os planos da TecToy. O Playstation tem um público mais hardcore, já o Zeebo é voltado, segundo a própria TecToy, para o público que está iniciando sua vida gamer. O PS2 já é um console que você encontra com mais da metade dos gamers por aí. O PS3 chegará aqui com um preço absurdo, certamente. É outra história.
Quanto aos impostos, o Zeebo pode ajudar. Como ele não usa mídia física, este custo não é repassado ao consumidor, o que barateia os jogos. A família PlayStation aqui no país também pode sofrer menos com esse mal. Sendo fabricados aqui, os consoles não recebem as altíssimas taxas de importação e coisas do tipo.
Em ambos os casos, o consumidor é beneficiado, mas ainda estamos longe do cenário ideal.
EArenaGames: César, estamos chegando ao final da entrevista. Queria deixar o canal aberto para que você envie sua mensagem a todos os leitores do EArena Games!
César Martins: Primeiro, obrigado pelo espaço cedido pelo EArena Games! Quanto a uma mensagem, joguem, folks! Divirtam-se! Seja com games nacionais ou não, com FPS ou RPG, com jogo antigo ou novo, o importante é aproveitar todos os grandes momentos que os games nos proporcionam!
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