Batemos um descontraído papo com um dos maiores fenomênos da web, as Girls of War. Imperdível!
Por Márcio Filho
Ok, você ainda acredita que "game não é coisa de menina"? O fato delas representarem cerca de 40% do mercado mundial de games e o número cada vez maior de nomes femininos na mídia especializada ainda não lhe convenceu do contrário? Talvez agora você entenda como esse pensamento tornou-se tão antiquado como um Atari.
Imagine um blog que reúne quatro mulheres para falar de games, com muito humor, estilo e, principalmente, propriedade para falar do assunto? Para quem conhece, posso estar sendo redundante, e talvez nem seja necessário citar o nome.
Mas se você não conhece o Girls of War, em que mundo você esteve no último ano? Quatro gamer girls se uniram para escrever um dos mais badalados blogs do momento. A atração do blog, as mocinhas, não apenas falam sobre games como incorporam personagens, batem papo com seus usuários e recebem frequentes homenagens.
Afinal, quem são elas? Hoje, você, leitor do EArenaGames poderá conhecer um pouco de cada uma delas. Em um descontraído bate-papo via MSN - visto que cada uma mora em um ponto diferente do país - nós conversamos com elas e descobrimos um pouco da história e das opiniões de Carla Rodrigues, Bruna Torres, Clarice dos Santos e Viviane Werneck.
Antes de começar a entrevista, melhor apresentá-las:
Carla Rodrigues

Bruna Torres

Clarice dos Santos

Viviane Werneck

As respostas foram dadas em uma ordem pré-estabelecida, sendo Clarice dos Santos, Viviane Werneck, Bruna Torres e Carla Rodrigues.
Fique tranquilo: ao lado de cada resposta, estará o nome de quem escreve!
EArenaGames: Meninas, é um prazer poder receber vocês para esse bate-papo! Queria agradecer a entrevista em nome de todo o público do EArenaGames.
Clarice dos Santos: Que isso, o prazer é nosso!
Viviane Werneck: Uma honra!
Bruna Torres: É uma honra para nós, Márcio! Ficamos muito felizes com o convite!
Carla Rodrigues: Nós que agradecemos o convite.
EArenaGames: Bom, estamos falando sobre algo incomum na internet - e fora dela - que é um quarteto de moças que são apaixonadas por games. Como surgiu a paixão de vocês pelos jogos eletrônicos?
Clarice dos Santos: Bom, a minha paixão surgiu desde pequenininha, pelo fato de ter um irmão 13 anos mais velho e pelo meu pai trabalhar na Philips. O vício começou quando ele chegou em casa com um Odyssey em mãos e foi amor à primeira vista pro meu irmão, e claro que eu, caçula, sempre segui os mesmos passos dele. Depois conseguimos o Atari, e antes do Odyssey ele já tinha um MSX, o computador daquela época (um pouco antes dos anos 90, creio eu). Não lembro muito bem, pois era muito pequena, tinha uns 3-4 anos. Sempre o via jogando e, claro, sempre quis brincar também. Já o vi jogar muito “Pitfall”, “Metal Gear”, “Pac-Man” e os outros clássicos. Por ele amar videogames, tornou-se um "colecionador amador" e conforme novos consoles foram surgindo, ele arranjava um jeito de estar sempre atualizado. E a minha paixão foi crescendo junto comigo.
Viviane Werneck: Eu tinha uns 6 anos, quando meu pai me deu um Atari de presente! Sabe ele vivia me vendo meio deprimida com todas as minhas Barbies imprestáveis que arrumou uma forma diferente de me agradar! E deu certo! Ficava horas na frente da televisão! Até minha mãe ficou viciada em “FrostBite”! Depois disso também tive um Master System Super Compact (aquele com anteninha) e um Super Nintendo.
Passei boa parte da minha infância disputando campeonato de videogame com os vizinhos e apostando chocolates. Aí desenvolvi meu vicio de jogar videogame comendo doce! rs . Hoje em dia só jogo no PC mesmo!
Bruna Torres: A minha surgiu quando eu tinha entre 6 e 7 anos, quando ganhei um Game & Watch! Divertia-me muito com ele. Outro fato também é que sempre fui mais ligada a meninos. Brincava mais de carrinho, subir em árvores, videogames e Comandos em Ação, do que de bonecas. Logo depois ganhei o Master System III e se deixasse, eu passava o dia todo jogando! Jogava muito também na casa de colegas! Me aproveitava da boa amizade para utilizar os consoles alheios. Desde então só fui evoluindo para o Snes, Playstation, até chegar hoje com o Nintendo DS, Sony PSP, Playtation 2 e PC. Até hoje coleciono os outros, que são minhas relíquias. Um fato engraçado é que nunca fui fã de jogos fofinhos, prefiro os que exigem mais do jogador. Desde então, meu amor pelos jogos só vai crescendo, e é o que passo para todos no nosso blog.
Carla Rodrigues: Eu comecei muito pequena, quando nem sabia falar direito. Meu pai tinha um Atari com diversos cartuchos e apesar de não entender completamente nada de jogos como “Superman” (que aliás, até hoje eu não entendo) eu ficava olhando, tentando jogar e fazer alguma coisa. Meu preferido era “Mr. Postman” hahahah
Conforme fui crescendo, fui ganhando novos consoles, e como tenho irmãs quase da mesma idade, elas jogavam de vez em quando comigo.
Não era sempre, elas não são muito chegadas eu videogame, mas eu gostava bastante. E foi assim, por causa do Atari do meu pai que servia de babá pra mim, eu comecei meu vício.
EArenaGames: Meninas, como é notório na fala de vocês, todas começaram muito jovem. Assim, vocês conseguem anotar algum momento da vida de vocês que tenham sofrido preconceito por jogar, ou acham que isso está restrito aos meninos?
Clarice dos Santos: Sofria um pouco de preconceito por parte das meninas quando eu era criança: minhas amizades, em sua maior parte, eram compostas por meninos. E o papo sempre era "como fazer um Fatality no ‘Mortal Kombat’" - que por sinal NUNCA CONSEGUI TAL FAÇANHA - sobre “Street Fighter”, “Sonic” e os outros games da época. As meninas me achavam muito "menino", mas é porque acabei sendo "criada" pelo meu irmão para não ser uma patricinha, a pedido de um dos amigos dele*rs*. Agora, que estou na faculdade, as meninas acham muito legal esse meu gosto, pois elas falam que isso faz parte da minha personalidade, segundo as palavras de uma delas:"você é única, faz o que gosta e não está nem aí pro que os outros pensam". Mas resumindo, sim, quando pequena sofri um pouco de preconceito, mas nada traumático...rs..
Viviane Werneck: Parte da minha família culpa os games até hoje por minha pseudo-insanidade. Rsrs ... Sério, quando eu era criança alguns meninos até tentavam tirar algum onda com a minha cara com aquele papinho antigo de que "menina não sabe jogar videogame". Esses eram primeiros que eu aniquilava no controle! Não ligo para preconceitos, para rótulos.
Amo games hardcore e jogo tão bem ou até melhor que muito garoto! Acho que isso essa imagem de que "menina só gosta de jogo fofinho" está mudando! O Girls of War está aí para mostrar justamente isso!
Bruna Torres: Já sofri preconceito, claro! Até por brincar de coisas de meninos. Alguns familiares brigavam comigo, que eu não queria saber de coisas de mocinha, só jogar games violentos, e andar com meninos. Várias colegas também se afastaram de mim pelo fato de que eu jogava. Eu era considerada a “nerd” da sala, dos lugares (meus óculos também não ajudavam muito a tirar esse conceito, rs). Não pelo fato de tirar 10 em tudo, mas pelo fato de conversar sobre games, sentar no fundão com os meninos, e trocar jogos uns com os outros. Até hoje a gente às vezes é vítima de algum preconceituoso no blog, mas depois de umas respostas que damos a eles, mudam totalmente e percebem que somos mesmo gamer girls!
Carla Rodrigues: Não cheguei a sofrer preconceito, mas talvez tenha faltado um pouco de compreensão por parte de algumas amigas. Eu nunca fui muito de sair pra baladas, festinhas e tal, sou mais caseira (acho que é até por causa do videogame hahaha) e às vezes eu realmente queria ficar em casa pra jogar, ou preferia economizar pra comprar um cartucho novo de 64 ao invés de ir ao boliche e coisas assim.
Ficavam bravas, falavam que eu era nerd, mas aí quando vinham dormir aqui se esbaldavam nos jogos. Perdi a conta de quantas noites viramos jogando videogame hahahaha
Tive problema até com um ex namoradinho. Ele quis terminar comigo porque eu estava jogando Goldeneye com ele no telefone. Aí eu tirava o som, mas mesmo assim ele descobriu e ficou muito bravo hahah
Enfim, faltou compreensão, mas não preconceito.
EArenaGames: O Girls of War veio, no entanto, para mostrar justamente que todo esse povo que teve preconceito em algum momento a respeito do somatório 'meninas+games' estava errado! Como surgiu a sensacional ideia do blog, que, a meu ver, é um dos consolidadores da visão que os games são, cada vez mais, coisa de menina?
Carla Rodrigues: Bom, eu tinha um blog que falava sobre jogos e lia revistas, sempre fui fã da dona Bruna Torres, uma das primeiras jornalistas de games. Comecei a escrever na revista EGM Brasil, que a Bruna também escrevia e trocamos MSN. Para a nossa surpresa, a gente se deu muito bem, muito mesmo. Ficamos amigas muito rápido.
Em paralelo a isso, eu percebia que todos os blogs de games só tinham equipes de meninos, mas nenhum de meninas. Tinha o Gamer Girl [da Renata Honorato, no Ig] , o Menina que joga [da Milena Wiek] e mais uns, mas nenhum com uma turma de meninas. Aí eu fui conversar com a Bruna e ela topou começar um blog comigo! Assim começou o Girls of War. Um blog de equipe feminina sobre games.
O sucesso foi bastante e foi só questão de tempo até procurarmos mais alguém para ajudar a atualizar e escrever com a gente, e aí veio a Clá. Fã de “Metal Gear”, conquistou a gente e o lugar dela no blog. Depois de mais um tempo veio a Vivi pra escrever sobre RPGs e afins, já que faltava alguém pra falar disso por lá. O resto é história hahaha
Bruna Torres: É isso mesmo! A Carlinha não errou ao dizer que quando nos conhecemos nos demos muito bem mesmo! Todas nós quatro, somos um grupo de gamer girls muito legal! Nós adoramos umas as outras.
Eu também tinha um blog, o Geração Bit. Nele eram três garotos e eu de garota. Não tínhamos muito acesso e eu não estava me sentindo bem lá! Quando recebi o convite da Carla fiquei muito feliz e, claro, topei na hora. O blog só crescia e estávamos indo bem, até que a Clá apareceu! E foi muito bom, pois todos os leitores gostaram da escolha. Quando a Vivi surgiu então, foi perfeito pra completar, pois ela, como a Carla disse, é a master sábia em RPGs.
Enfim, adoramos o que fazemos e vamos continuar sempre.
Clarice dos Santos: Lembro que antes de entrar pro time, eu já fiz uma tentativa de Blog sobre games: era uma porcaria! Escrevia muito mal, me perdia e só colocava datas de lançamentos que ninguém lia*rs*. Conclusão: acabou abandonado. Após um longo período, fuçando no Orkut li uma mensagem da Carlinha procurando meninas que escreviam sobre games. Poxa, era a Carla Rodrigues da EGM! Nossa, meu coração veio na boca e pensei:"ah, porque não?" e passei o link do blog pra ela. Acabei escrevendo um post grandão sobre “Metal Gear”, um dos posts que coloquei mais o meu coração em cada letrinha que digitei, e entrei pro time. Depois de um tempinho, Vivi apareceu, a expert nos RPGs, o que estava faltando no blog.
Viviane Werneck: sempre gostei de escrever sobre games. Há algum tempo até escrevia detonados, mas nunca pensei em pôr meus textos na net porque achava que ninguém ia dar muito crédito. Aí pesquisei numas comunidades do Orkut e vi que o site InsideGames estava precisando de colaboradores e mandei uns textos de “Devil May Cry
EArenaGames: Essa história de amizade que surgiu, devido à afinidade de assuntos e, por que não dizer, vindo dos games, se reflete no respeito e no carinho que vocês têm com o público que acessa o Girls of War. Como encaram o enorme número de comentários em cada post e a amizade que vem surgindo entre os usuários? Isso influencia na escolha dos próximos posts?
Clarice dos Santos: Poxa, que nem brinco com a Carla às vezes, falando que o Girls of War é o "filhinho" de nós 4.*rs*. Cada leitor novo que comenta no blog é um orgulho pra gente, e claro que temos carinho por todos os leitores. Alguns mais assíduos como você já deve ter reparado, acabam criando uma amizade com a gente. Claro que estamos sempre atentas com as sugestões e sempre procuramos escrever alguns posts diretamente a eles. Algumas sugestões servem até para que a nossa "gameteca" seja atualizada, como alguns games em primeira-pessoa que eu não SUPORTAVA e com a recente chegada de “Call of Duty: World at War” e “Killzone
Viviane Werneck: Legal essa pergunta. Realmente os comentários da maioria dos posts viram verdadeiros "chat-gamers". Nunca pensei que o pessoal pudesse ser tão criativo. Já recebi várias sugestões ótimas para posts através dos comentários. Inclusive o pessoal mais assíduo também nos ajuda na divulgação do blog. Tem uns que são tão fãs que fazem desenhos (que já foram até postados) e muitas outras homenagens!
Bruna Torres: Influencia sim! A gente percebe o perfil de cada leitor, e vê o que mais chama a atenção deles, o que o nosso público quer ler e ver sempre ali, no Girls of War. Eles sempre nos mandam e-mails elogiando o tipo de posts que a gente faz, misturando informação com humor, deixando o texto mais leve e interessante de ler. Nós adoramos os nossos leitores e cada um novo que chega. Temos os leitores que sempre comentam em cada post, temos aqueles que aparecem de vez em quando, mas não importa a frequência dos comentários, importa é o carinho que eles têm por nós, e nós por eles. Buscamos atender aos pedidos de post também, respondemos cada e-mail com carinho! Gostamos de tratar bem todos. Adoramos muito tudo isso!
Carla Rodrigues: O engraçado lá no Girls of War é que a gente tem uma regrinha de ser educada com todos os leitores hahahah Então já teve o caso de meninos virem e falarem "blog de menina, vocês não entendem nada e blá blá blá" a gente responder "obrigada pelo comentário muito útil, guardaremos com carinho" e o cara virar fã, pedir desculpas e começar a seguir o blog hahahah
Claro que temos os leitores mais assíduos, que contribuem com sugestões de pautas, ou falam que gostariam de saber mais sobre um jogo e aí a gente escreve sobre ele. Na nossa comunidade tem até um tópico onde as pessoas podem sugerir temas para as crônicas da Vivi ou para os dubladores da Clá, é bem legal.
EArenaGames: Você cursa a faculdade de Ciência da Computação, caminho natural para quem quer desenvolver um game, mas pouco comum para uma menina. O assédio é grande na faculdade? Como você vê o fato de ser uma das poucas no meio? Acha que isso mudará em um curto espaço de tempo?
Clarice dos Santos: Olha, lá na faculdade sou conhecida como a "viciada dos games” *rs*.Só um dos meus colegas de curso sabe sobre o blog, mas tem muitas outras pessoas do meu curso que sabem que estou querendo trabalhar com isso, tanto na parte de programação quanto na parte de jornalismo nessa área, e vêm falar comigo sempre. No começo do semestre um colega meu veio correndo me contar das 3RL que o XBOX360 dele deu, no Ano Novo, justo no último dia de 2008. Pediu sugestões de jogos e saiu. Minhas amigas sempre "reclamam" que eu fico só dando atenção pro meu PSP. Mas se antes elas respeitavam minha dedicação, agora que sabem que estou querendo seguir a área, respeitam mais ainda. Já deixei bem explícito que ano que vem meu Trabalho de Conclusão de Curso será um jogo.
Sobre a minoria feminina na parte de Computação se dá, infelizmente, ao preconceito que eles têm com mulher que mexe
Faz um ano que decidi virar programadora de games e, nesse ramo, tenho uma grande esperança que o número de programadoras só aumente, já que dá para notar que a indústria está crescendo muito, principalmente com essa "Crise" mundial. Com a mão-de-obra que atualmente é um pouco escassa, há um incentivo às desenvolvedoras a procurar todos os tipos de profissionais, tanto homens como mulheres. Em algumas matérias que vi na Televisão, percebi que estão dando muito enfoque nesse assunto e, ao filmarem uma desenvolvedora, dá para notar um número considerável de mulheres trabalhando. Isso já é um ótimo começo.
EArenaGames: Não é difícil ver os posts de vocês no Girls of War receberem comentários na casa das centenas, especialmente quando você botam seus alteregos para funcionar [nota do editor: as girls of war assumem alteregos a fim de criar novos e divertidos temas para o site. Viviane Werneck é "Mãe Vivi" e tem um lado louco e psycho, bem assassino mesmo]. Como foi que surgiu essa coisa dos alteregos, especialmente o seu lado psycho, que tanto aproxima as pessoas do blog, com o bom humor único?
Viviane Werneck: ahahahahaha...Na verdade sempre fui meio tachada de doidinha varrida mesmo. E sempre fui meio comediante, só que na base da ironia e do humor negro. Aí pensei (sim, isso às vezes acontece): por que não criar um espaço em que eu possa colocar toda essa loucura games para fora? Aí criei o ‘Crônicas de Uma Gamer Enlouquecida’, em que narro as histórias da Vivi Psycho, com participação sempre inútil e especial do seu "priminho endemoniado". Lá falo de fatos que já vivi em minha trajetória gamer, mas é claro, de forma beeem mais engraçada!
Pretendo dar um gás na minha nova coluna "Divã Espiritual Gamer"
EArenaGames: Bruna, você já passou por revistas algumas das principais publicações de games do Brasil. Como começou a idéia de escrever sobre games? Se surpreende com o sucesso alcançado?
Bruna Torres: Tudo começou em uma aula que eu tive no curso de jornalismo que era de produzir matérias para o jornal da faculdade. Em busca de pauta, encontrei a frase "jornalismo de games" em uma das revistas que eu comprava. Fiquei doida com isso, porque juntava o que eu mais gostava: jornalismo e games. Fui atrás de pessoas renomadas da área, como o Pablo Miyazawa, Théo Azevedo, Renato Bueno e Renata Honorato. Entrevistei eles, por telefone, e-mail, e fiz uma matéria que me rendeu várias oportunidades. Além de sair no jornal da faculdade, foi parar no site GameCultura, no meu antigo blog, no Girls of War e até na EGM Brasil. Com isso, percebi que era uma área do jornalismo que eu adorava e resolvi apostar fundo nela. Eu me surpreendo bastante com o sucesso. Claro, ainda tenho muito chão para percorrer, mas é assim que tudo começa. Tem que se esforçar sempre, acreditar que pode e buscar sempre melhorias. Amo o que faço.
EArenaGames: Carlinha, você é descrita no perfil do GoW como “morena nerd apaixonada por jogos musicais do ocidente”. Como apreciadora de games como “Guitar Hero” e “Rock Band”, qual banda brasileira deveria compor um “Herói da Guitarra” brasileiro? E lá de fora? O que anda faltando?
Carla Rodrigues: Putz, uma edição especial só da banda? Tipo Metallica e Aerosmith? Difícil dizer... Não acompanho muito bandas brazucas, mas se tivesse um mix dos principais sucessos de Raimundos, Skank, Jota Quest, Titãs, Paralamas do Sucesso, Skank, RPM e afins seria bem divertido. Mas já que é pra escolher só uma, talvez Titãs. Tem bastante coisa legal, solos de baixo, bateria, guitarra e vocal pra nenhum fã botar defeito.
Já lá fora, eu escutava a eterna reclamação que estava faltando um Guitar Hero Metallica, pronto, está aí. Antes dele era o AC/DC que estava faltando, também chegou. Agora até Beatles! Quem diria... Quem sabe no futuro uma edição do Elvis? hahaha
Mas aposto minhas fichas que um dos próximos será o Iron Maiden.
@diasbass
30 de Abril de 2009 às 17:07
Entrevista muito boa! Essas meninas são Feras!Para comentar é necessário estar logado.
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| Dragon Quest IX: Protectors of the Starry SkyGuilherme Monteiro | DS |
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